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Análise de cada etapa da jogada que concedeu a Glória Eterna a um time que mereceu ser campeão da Libertadores

Por Téo Benjamin – Twitter: @teofb

Gabigol pediu, Diego lançou e o resto é história.

Vamos olhar para cada etapa dessa jogada que mudou as nossas vidas…

Será que não enxergamos o que o time realmente queria ali? Será que aquela era a jogada? Acompanha comigo o raciocínio…

Muita gente ficou emocionada ao ver o vídeo da CONMEBOL que mostra o artilheiro apontando onde queria a bola.

Muitos comentários dizendo “olha só! Não foi um lançamento aleatório!” Antes de mais nada, Gabigol está quase sempre pedindo a bola e apontando pra onde vai se movimentar. Isso não é novidade.

Leia mais no Blog do Téo: O futebol brasileiro está esperando um memorando para descobrir novidades

Em segundo lugar, é óbvio que Diego sabia que o camisa 9 estava ali.

No entanto, o mais interessante é tentar entender as intenções do ataque do Flamengo. A imagem é clara: a bola sai do tiro de meta para Rodrigo Caio e Gabigol faz um sinal não apenas pedindo a bola, mas apontando para o lado direito do ataque. O zagueiro passa para Rafinha, que chama Diego pelo meio. O centroavante aponta de novo para o mesmo lado e a bola vem…

Já havíamos falado como a bola longa é usada para saltar a Zona de Guerra do River e sobre os problemas de posicionamento defensivo que o time de Gallardo tinha nesse tipo de jogada, especialmente protegendo a segunda bola (tweets abaixo). Por isso é tão importante olhar cada detalhe da jogada e o movimento mais importante do lance acontece um pouco antes de tudo isso…

Quando Diego Alves tem a bola, os times estão assim…

Como a bola sai pela direita do ataque do Fla, Paulo Díaz, que sai da lateral esquerda para encostar em Vitinho, quebrando a linha defensiva, e Arrascaeta começa a centralizar.

Essa é a situação exata: 4-1-3-2 do River montado, mas muito espaço entre as linhas (um problema recorrente do time argentino) e a última linha quebrada pelo encaixe de Paulo Díaz em Vitinho.

É aí que Gabigol constrói a jogada…

Primeiro ele “fisga” Pinola, forçando o zagueiro a marcá-lo individualmente. Depois, ele sinaliza para que Bruno Henrique saia do lado esquerdo e se movimente para o outro lado do ataque.

Como Gabigol atraiu Pinola, ele sabia que Martínez Quarta não podia acompanhar Bruno Henrique mudando de lado, pois abriria um espaço muito grande nas costas do lateral Montiel – com Arrascaeta podendo infiltrar.

O movimento de BH deixa a defesa exposta quase num 2-contra-1.

É por isso que Gabigol não apenas pede a bola, mas pede a bola daquele lado.

O objetivo sempre foi ganhar a segunda bola, não necessariamente a primeira, mas provavelmente a ideia era ainda que ela sobrasse para Bruno Henrique ou até mesmo Arrascaeta, não para ele mesmo.

A partir daí, o próprio Gabriel impede o salto de Pinola para cortar a bola no ar, força o quique e conta com a falha da dupla de zaga.

A glória eterna!

PS: Fica aqui um aperitivo da análise da final. Focarei no texto completo na semana que vem, quando o turbilhão passar. Prometo que será especial

SRN! 

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