Compartilhar:

Em um artigo publicado hoje no site Meio & Mensagem, o vice-presidente global de patrocínios e eventos da Coca-Cola, Ricardo Fort, defende a suposta tática da mídia de superpromover o Flamengo e diz que ela apenas reproduz o que fazem empresas de outros setores da economia. Para ele, “no supermercado do futebol, nenhum outro produto merece maior exposição”.

“Apesar de nós, perdedores, termos ficado enciumados pela atenção dada ao Flamengo, é preciso entender que a imprensa não fez nada de errado. Muito ao contrário. Cumpriu exatamente o seu papel: superpromover o Flamengo. Promover desproporcionalmente o produto principal em um portfólio não é exclusividade da mídia. Todas as empresas em todos os setores da economia fazem o mesmo. Isso é uma prática saudável e responsável de negócios”, escreveu Fort.

O vice-presidente da Coca-Cola segue explicando sua tese:

“Quando você vai a um supermercado, os produtos que encontra na entrada da loja não estão ali por acaso. Nos restaurantes, aqueles pratos recomendados com fotos também não são aleatórios. Nem mesmo nas suas buscas online você escapa dessa lei do comércio. Tudo o que aparece em destaque, tem uma razão para estar lá. Para os veículos de mídia, o Flamengo é um destes produtos. Ele merece destaque na entrada da loja, foto e posição privilegiada em todas as buscas.”

Para Fort, do ponto de vista da mídia, “nada mais certo do que promover quem gera melhores resultados”.

“Quando o Flamengo está bem, as audiências das partidas são maiores, há mais consumo de jornalismos esportivo, os podcasts e programas de rádio são mais ouvidos, vende-se mais assinaturas de pay-per-view, mais jornais, revistas etc. Tudo isso impacta positivamente o faturamento publicitário dos veículos, sua principal fonte de receitas.”

Alguns núimeros mostram que Fort tem razão: o Flamengo foi dono das dez maiores audiências da Globo em 2019 e o Campeonato Brasileiro bateu recorde de média de público impulsionado pela torcida rubro-negra.

Compartilhar: