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Lucas Tinôco, do MRN Informação

O dia 03 de março é nacionalmente conhecido como “Natal Rubro-Negro” por ser a data de aniversário de Zico, maior ídolo do Flamengo. O maior nome da história do Mais Querido concedeu uma entrevista de aniversário à FlaTV na qual contou histórias sobre a carreira, sobre ser idolatrado pela maior torcida do país e aproveitou para elogiar o trabalho de Jorge Jesus, atual comandante do seu clube do coração.

Zico faz 67: relembre momentos da carreira do maior ídolo do Flamengo

Sobre o time de hoje lembrar o time da geração dele

“É a única comparação que eu faço daquele time nosso com esse (o atual). A filosofia de jogo tem muito a ver com o que o treinador transmite. É ‘vamos lá para ganhar, até o fim, não tem moleza, tá 4 vamos fazer 5, tá 5 vamos fazer 6’… Futebol é isso! Nada de fazer gracinha, fazer voltinha para lá e para cá… Então eu acho que esse era o espírito nosso! Se a gente pudesse fazer 10, íamos fazer 10 e isso não desrespeita o adversário. Às vezes o adversário pode até chegar para você e falar ‘pô, aí já tá decidido’.

Esse time do Flamengo é assim, ele quer ir mais, quer jogar e você vê que até a maneira que o Mister faz as substituições é nesse sentido: ele tá ganhando bem e quer mais. É impressionante!”.

Primeiro contato com Jorge Jesus

“Meu primeiro encontro com ele foi em Portugal, na academia do Sporting. Ali deu para ver que era tarado (por futebol). Ele poderia estar em casa e tava lá vendo jogo de aspirantes e é isso… O conhecimento passa a ser tanto que, imagina, o jogador do aspirante chega e o treinador do profissional tá lá vendo ele, chega um dia que ele vai escalar o cara com a maior confiança porque ele tava ali acompanhando o jogador.

Aqui (encontro no Ninho do Urubu) já foi mais um reecontro, de jogar conversa fora, parabenizá-lo… marcar um dia para comer um peixinho que é bom, né? (risos) Ele gosta e eu também!”

Repetir título da Libertadores

“Não era tão difícil naquela época (após título de 81) porque a gente já entrava em outra fase. Tanto é que para gente ser campeão teríamos que jogar 6 jogos e a gente entrou depois da fase de grupos, aí tinha o River Plate e o Peñarol. Eu não joguei contra o Peñarol lá (no Uruguai), ganhamos os dois jogos contra o River e o Peñarol tinha empatado uma contra o River e aí jogamos a última no Maracanã, precisando ganhar. Aí foi um dos melhores jogos que nós fizemos… o goleiro foi o melhor em campo, os zagueiros tiraram as bolas todas, a bola não entrava, perdemos gol para cacete e acabamos perdendo o jogo por 1 a 0. Aí acabamos não disputando a final que seria, de novo, contra o Cobreloa e o Peñarol acabou sendo campeão.

A Libertadores hoje tem um equilíbrio muito grande, mas eu vejo o Flamengo como favorito. Se continuar, principalmente dentro do de casa, jogando como tem jogado, dificilmente ele deixa de ir para a final”.

Agradecimentos

“Agradecer à toda Nação Rubro-Negra. Dizer que a Nação é o maior patrimônio do Flamengo então vendo ela feliz e eu acho que o grande trunfo do pessoal de hoje, do Jorge Jesus, foi trazer de volta essa empatia da torcida com o time. Isso aí é o que a gente sempre se preocupou quando jogava. A gente já sabia quando a torcida estava satisfeita ou quando não tava, então a gente fazia tudo para não decepcioná-la e eu acho que hoje a alegria é grande de ver isso acontecendo.

Estão todos de parabéns, que continuem apoiando, ainda mais hoje que a torcida pode apoiar mais diretamente, de outras formas e não só aquela da nossa época que era comparecendo ao estádio. A torcida tem feito seu papel já há bastante tempo. Não é de agora que o Flamengo tá ganhando, ela sempre esteve lá presente. Essa é a chama principal da torcida do Flamengo: que mesmo nos momentos difíceis sempre lotou e agora está curtindo um momento feliz, de grandes resultados, grandes vitórias e grandes conquistas.

Que continue assim! Saudações Rubro-Negras!”

Assista a entrevista completa abaixo:

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