Perigos da dependência: como Everton Ribeiro e Arrascaeta impactam o Flamengo

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A maior prova da apatia rubro-negra sem Everton e Arrascaeta em campo foi na eliminação para o Racing nas oitavas de final da Libertadores

Blog Flamengo em Foco | Rafael Bizarelo – Twitter: @rafxzel

O potencial técnico do Flamengo passa muito pelos pés de Everton Ribeiro e Giorgian de Arrascaeta e, por isso, o time acaba dependendo muito da criação de jogadas dos dois jogadores, sendo uma equipe muito diferente sem os craques.

A maior prova da apatia rubro-negra sem Everton e Arrascaeta em campo foi na eliminação para o Racing nas oitavas de final da Libertadores. Apesar da equipe conquistar um empate heroico nos minutos finais com um gol de Willian Arão, as jogadas do Flamengo passaram a ser criadas com lançamentos e bolas na área, partindo para o tudo ou nada.

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O problema, porém, não está apenas na substituição dos dois jogadores. Quando pelo menos um está mal, o time passa cair de nível também, vide o desempenho de Everton Ribeiro no empate por 0-0 contra o Fortaleza. O capitão não fez uma boa partida, e isso foi refletido no desempenho do Flamengo.

A comparação dos trabalhos de Rogério Ceni e Jorge Jesus é feita de forma equivocada. Não é por mostrar um 4-2-4 no âmbito ofensivo que os dois treinadores tem equipes iguais. O resultado não é a única forma de reparar as diferenças, e as funções dos jogadores dentro de campo mostram as mudanças já feitas.

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Everton Ribeiro ainda joga pela direita e Arrascaeta no Flamengo atual continua pela esquerda, mas as suas funções mudaram. O contexto ainda leva o trabalho de Domènec no meio de Ceni e Jesus, impactando também no futebol dos jogadores.

Gerson pode ser acionado também para jogar em um dos lados, com Everton e Arrascaeta jogando por dentro caso isso aconteça. De qualquer forma, a bola vai passar por pelo menos um deles, e isso é o que faz total diferença no Flamengo.

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Com a qualidade dos dois, o time tem maior potencial criativo, e a falha do comando técnico é não conseguir gerar uma outra opção tão eficaz quanto os camisas 7 e 14. Diego não consegue ser uma peça de criação tão importante quanto os titulares, nem mesmo Vitinho jogando entrelinhas, ou até Michael pelas pontas.

Contra o Racing, Rogério substituiu Arrascaeta por João Gomes em uma forma de tentar controlar o 0-0 com um a menos, mas logo levou o gol do Racing. Dessa forma, errou ao substituir Everton Ribeiro, o único grande elo de criação, para colocar Pedro, enquanto Vitinho perdia gol atrás de gol. No final, em uma forma de buscar um VT da final de 2019, colocou Diego no lugar de Gustavo Henrique, mas não obteve sucesso.

Sem um, o Flamengo depende exclusivamente do outro. Sem os dois, o Flamengo falha muito. De forma geral, Everton Ribeiro e Arrascaeta são os principais jogadores do rubro-negro hoje, e Rogério Ceni precisa achar outra forma de potencializar a criação de seu time.

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