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Após 35 anos, o Flamengo voltava a disputar uma semifinal de Libertadores da América

MRN Informação – por Bruno Andrade – Twitter: @Brunolandc

Com gol de Gabriel Barbosa aos 84 do segundo tempo contra o Internacional, em Porto Alegre, o Flamengo empatava a partida e, após 35 anos de jejum, voltava a disputar uma semifinal de Libertadores.

Com um futebol ofensivo e sem montar no resultado construído na primeira partida no Maracanã, o rubro-negro dominou as ações no primeiro tempo de jogo e logo no início poderia ter defino a vaga, mas Gabigol estava decidido a emocionar a Nação Rubro-Negra de outra forma.

O rei da América decide

No dia 21/08/2019, o Maracanã lotado foi o palco do confronto contra os colorados. O clima de confiança dominava arquibancadas e jogadores, entretanto, o medo do fracasso era uma ferida profunda em quem seguia o clube.

A superioridade técnica era visível na escalação e ficou mais explicita quando a bola rolou. Com um time compacto e que sabia o seu objetivo, o Mengão dominava a posse de bola, mas não chegava com perigo ao ataque. Aos 45, Everton Ribeiro rola pra Gabigol, o atacante chuta, a bola desvia no zagueiro e fica fácil para Marcelo Lomba. Fim da primeira etapa.

No segundo tempo, o roteiro do jogo era o mesmo, o Flamengo tocava, tocava, mas não criava uma oportunidade fatal. Fim do drama. Aos 29 minutos, Bruno Henrique se enrosca com os zagueiros adversários, cai, e a bola sobra pra Gerson dentro da área. Com o goleiro saindo, o meia apenas rola pro lado, onde acha o nosso atacante livre, sem marcação, apenas pra tocar a bola pro gol vazio. Após isso, a porteira se abriu.

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O Inter precisou sair pro jogo em busca do gol de empate, o que foi um erro. Aos 33, Gabriel domina sozinho no meio campo, avança e lança Bruno. O camisa 27 gira o corpo, com um toque tira Victor Cuesta da jogada e bate no canto direito. Lomba se ajoelha assistindo a bola beijar a rede.

No fim da partida, ambos os times desperdiçaram chances valiosas. Após passe de Bruno Henrique, Gabigol chuta o vento, fura na pequena área, com o gol vazio. E já no minuto final, em erro de Pablo Marí, Nico López saiu de cara com Diego Alves e bateu pra fora. Fim de Partida. O Flamengo leva a vantagem na bagagem.

“Gabigol tá pedindo, gabigol tá pedindo…”

Passado os primeiros 90 minutos da batalha, faltava o seu final. Final esse com data, hora e local marcado. 28/08/2019, 21h45, Beira-Rio, em Porto Alegre. Jogando contra estava o retrospecto do Fla no estádio. E a favor, saber que o único confronto entre os dois pela competição no sul tinha terminado empatado.

Precisando de 2 gols para levar à partida pros pênaltis, o Internacional prometia atacar e não desistir do resultado. Já o Mais Querido, jogando com calma, só precisava de um empate para comemorar.

Rola a bola, e com o que tem de melhor no elenco, o Flamengo começa pressionando, e logo no primeiro minuto de partida aparece a chance de carimbar o passaporte. Everton Ribeiro lança Gabigol, o camisa 9 sai de frente pra Marcelo Lomba, chuta, e com a perna direita o goleiro do Internacional mantém o time na disputa.

Dominando os movimentos do jogo e do adversário, com o resultado favorável, o rubro-negro girava a bola procurando espaços. Até que aos 43, BH lança Gabriel. Novamente sozinho, o jogador rola na saída do arqueiro, mas tira muito, e bola passa rente a trave esquerda e vai pra fora. E termina o primeiro tempo.

Sem assustar, os colorados iniciam a segunda etapa buscando uma postura diferente, tentando mais o ataque. Aos 61, em uma falta na lateral esquerda, D’alessandro coloca na área, Rodrigo Lindoso se adianta da marcação e sobe sozinho para abrir o placar. O estádio vira um caldeirão, e a equipe do Sul se enche de esperanças em busca do segundo gol que levaria a disputa para as penalidades.

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O Inter é guerreiro, tenta de todas as formas e pressiona o Flamengo no campo de defesa. 83 minutos, escanteio pelo lado esquerdo, a zaga corta e a sobra é colorada, a bola chega a Sarrafiore na direita, e nesse momento, se inicia um lance eternizado na memória de todos os flamenguistas vivos naquele dia.

Arrascaeta parte pra marcar Sarrafiore e rouba a bola, com dois marcadores á sua frente, descola uma cavadinha pra Bruno Henrique que sai em disparada puxando o contra-ataque em um dois contra o um. o camisa 27 corre, flutua, com a bola perto do seu pé. Na sua frente, o zagueiro, no seu lado direito, Gabriel Barbosa.

“Gabigol tá pedindo, gabigol tá pedindo, gabigol tá pedindo, tocou pro gabigol…bateu…olha o gol, olha o gol, olha o gol…GOL, É DO FLAMENGO”, narrava Galvão Bueno, acrescentando o tom que faltava na jogada. Bruno é generoso e toca. Gabigol. É gol. E após 35 anos, o Flamengo voltava a disputar uma semifinal de Libertadores da América.

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